A redução de açúcar na indústria de alimentos ganhou espaço entre as prioridades de desenvolvimento porque o consumidor busca escolhas mais equilibradas sem abrir mão do prazer. Entre consumidores brasileiros de doces e sobremesas, 33% afirmam escolher versões com menos ou nenhum açúcar como parte da busca por hábitos mais saudáveis, segundo a Mintel.
Ao mesmo tempo, sabor, textura e naturalidade continuam decisivos. O desafio para a indústria está em encontrar soluções que entreguem um perfil nutricional mais alinhado às novas expectativas sem descaracterizar a experiência que torna cada produto desejável.
Quer entender quais caminhos já aparecem no mercado e quais desafios cercam a reformulação de alimentos com menos açúcar? Continue a leitura que o blog da MasterSense preparou para você!
O que envolve a redução de açúcar na indústria de alimentos?
A redução de açúcar na indústria de alimentos envolve reformular produtos para diminuir ou eliminar açúcares sem comprometer atributos valorizados pelo consumidor, como sabor, textura e naturalidade. O processo pode combinar ingredientes naturalmente doces, açúcares alternativos e adoçantes conforme a categoria, o público e a experiência sensorial desejada no mercado.
Por que reduzir açúcar ganhou prioridade para a indústria?
A busca por uma alimentação mais equilibrada ajuda a explicar a atenção crescente ao açúcar. No relatório Healthy Eating Trends Brazil 2026, a Mintel mostra que produtos com menos açúcar aparecem entre os atributos de interesse do consumidor brasileiro.
Outro fator vem da rotulagem frontal. O mesmo estudo aponta que os alertas nas embalagens pressionam marcas a rever açúcar, sódio e gordura, enquanto sabor e percepção de naturalidade precisam permanecer competitivos.
Há ainda diferenças importantes entre públicos. Mulheres demonstram maior interesse por escolhas que ajudem a reduzir o consumo de açúcar, enquanto consumidores focados na prevenção de doenças crônicas também mostram forte preferência por opções com menos açúcar.
A demanda por redução convive com uma expectativa clara de prazer, familiaridade e conveniência. Ao mesmo tempo, o perfil de quem procura produtos com menos açúcar está se ampliando, o que abre novas possibilidades de inovação para a indústria.
Do consumo por restrição ao consumo por escolha
A percepção sobre produtos zero açúcar também está mudando. Se antes esse atributo era associado principalmente a consumidores com necessidades específicas, hoje ele alcança um público mais amplo, que busca reduzir o consumo de açúcar por escolha e adaptar a alimentação a um estilo de vida mais equilibrado.
Segundo dados da Mintel apresentados no estudo Sorvetes e Novidades Congeladas – Brasil – 2025, 63% dos brasileiros querem consumir menos açúcar. O movimento ajuda a mostrar como o zero açúcar passa a ocupar novos espaços no mercado, conectado a escolhas relacionadas à saudabilidade, composição nutricional e equilíbrio.
Essa mudança, porém, não diminui a importância da indulgência. Mesmo em categorias como sorvetes e sobremesas, o consumidor continua buscando prazer e experiência sensorial. A oportunidade está em desenvolver produtos que conciliem menos açúcar e uma composição mais equilibrada com sabor, textura e indulgência.
Como exemplo desse movimento, a Bacio di Latte entrou em 2026 no segmento de gelatos zero açúcar, levando o atributo a uma proposta fortemente associada à indulgência.
O desafio da redução de açúcar sem perder sabor
Reduzir açúcar não encerra o trabalho de reformulação. Para o consumidor, uma proposta mais saudável continua sujeita aos mesmos critérios sensoriais que influenciam a compra.
Dados da Mintel mostram que preço e sabor aparecem com mais frequência do que saudabilidade entre os principais fatores de compra em várias categorias de alimentos e bebidas. No universo de doces e sobremesas, 82% consideram a textura tão importante quanto o sabor.
Esse dado coloca a redução de açúcar sem perder sabor no centro da discussão. Em produtos indulgentes, qualquer mudança precisa preservar o prazer esperado e considerar textura, aparência e sensação na boca.
A reformulação de alimentos com menos açúcar também precisa respeitar hábitos já consolidados. Entre consumidores de doces e sobremesas, 71% consideram o açúcar de cana mais saudável do que adoçantes, o que revela a força de ingredientes familiares na percepção de naturalidade.
Quais soluções aparecem para a substituição do açúcar em alimentos?
O estudo da Mintel mostra que a substituição do açúcar em alimentos pode seguir caminhos diferentes conforme a categoria e o perfil de consumo.
Entre as possibilidades citadas aparecem:
- Frutas e sabores de frutas;
- Açúcar de coco e açúcar de tâmara;
- Mel e outros ingredientes naturalmente doces;
- Stevia e sucralose.
Na prática, a reformulação também precisa considerar funções que vão além do dulçor. Por isso, a MasterSense trabalha com tecnologias que ajudam a preservar corpo, textura e perfil sensorial em produtos com redução de açúcar.
Entre elas estão a Litesse, à base de polidextrose, que contribui para corpo e textura; o Polyglobe 1351, xarope de maltitol, e o Sorbex C310, sorbitol em pó, que auxiliam na construção de dulçor, textura e estabilidade.
Sucralose e glicosídeos de esteviol, como a stevia, permitem diferentes níveis de redução de açúcar. Já os moduladores de dulçor ajudam a ajustar a percepção doce e reduzir notas sensoriais indesejáveis.
Frutas ganham destaque porque ajudam a combinar dulçor, familiaridade e percepção de naturalidade. No relatório Desserts & Sweets Consumption Habits Brazil 2026, 73% dos consumidores afirmam preferir doces e sobremesas que contenham frutas ou sabores de frutas.
A aceitação de adoçantes varia. Consumidores de tortas doces e sobremesas cremosas de frutas demonstram maior abertura para formulações com sucralose ou stevia, segundo o mesmo estudo.
A melhor estratégia pode combinar edulcorantes, fibras, polióis e moduladores para atingir a redução desejada sem comprometer a experiência do consumidor.
Adoçantes naturais e ingredientes familiares ganham espaço
A Mintel projeta que a redução de açúcar e o uso de adoçantes naturais na indústria de alimentos devem ganhar presença até 2030, especialmente no contexto de uma indulgência mais consciente.
Ao mesmo tempo, o consumidor demonstra preferência por soluções que pareçam próximas e compreensíveis. Açúcar de coco, açúcar de tâmara, mel e frutas aparecem como possibilidades para produtos que buscam uma comunicação associada à naturalidade.
Os adoçantes naturais na demanda por redução convive com uma expectativa clara de prazer, familiaridade e conveniência. indústria de alimentos também convive com outras alternativas, como stevia, enquanto a sucralose encontra maior aceitação em alguns segmentos específicos.
Para marcas, o ponto de atenção está na coerência entre formulação e proposta. Produtos com baixo teor de açúcar precisam entregar uma experiência compatível com o posicionamento e com a expectativa de quem compra.
Produtos com baixo teor de açúcar precisam manter a experiência
A redução de açúcar ganha força em um momento no qual o consumidor associa alimentação saudável a equilíbrio. Segundo a Mintel, brasileiros valorizam a combinação entre escolhas nutritivas e prazer, com espaço para indulgência moderada.
Esse comportamento ajuda a explicar por que produtos com baixo teor de açúcar já aparecem em diferentes formatos. O relatório de doces e sobremesas cita bolo de caneca zero açúcar da Dr. Oetker e produtos da linha Santa Helena Zero como exemplos desse movimento.
Outras categorias combinam redução de açúcar com benefícios adicionais. O relatório de alimentação saudável apresenta lançamentos que unem baixo açúcar a proteína, fibras ou outros atributos funcionais.
Reduzir açúcar pode fazer parte de uma proposta mais ampla de valor, desde que o produto mantenha sabor, conveniência e apelo sensorial.
Naturalidade e transparência também entram na reformulação
O consumidor avalia mais do que a quantidade de açúcar. Ingredientes e informações nutricionais também influenciam a percepção de valor.
No relatório Food & Beverage Packaging Trends Brazil 2025, 54% dos consumidores priorizam informações nutricionais na embalagem, enquanto 50% valorizam listas de ingredientes claras.
Essa atenção reforça a relação entre produtos com baixo teor de açúcar e transparência. A escolha de ingredientes, a forma de comunicar a formulação e a leitura do rótulo participam da experiência antes mesmo do consumo.
No caso dos doces e sobremesas, 28% afirmam evitar ingredientes artificiais como parte de hábitos mais saudáveis. Naturalidade e clareza ajudam a sustentar a proposta de reformulação diante de um consumidor mais atento.
Leia também: Tendências para o mercado de alimentos e bebidas na América Latina em 2026, 2027 e 2028
O futuro combina redução, naturalidade e prazer
A projeção da Mintel para doces e sobremesas até 2030 aponta para uma consolidação da indulgência consciente. Nesse cenário, redução de açúcar, adoçantes naturais, personalização sensorial e origem dos ingredientes ganham importância.
O movimento tende a avançar junto de outras demandas, como naturalidade, moderação e experiências sensoriais mais cuidadosas.
Para a indústria, a oportunidade está em tratar a reformulação como parte de uma estratégia de produto mais ampla. A substituição do açúcar em alimentos precisa considerar o que o consumidor deseja reduzir e, ao mesmo tempo, aquilo que ele deseja preservar.
Então, o que achou? Se a sua empresa busca desenvolver ou reformular produtos com menos açúcar e preservar a experiência sensorial, entre em contato com o time da MasterSense!
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FAQ
Por que a redução de açúcar na indústria de alimentos ganhou importância?
A redução ganhou força com a busca por hábitos mais equilibrados, o interesse por opções com menos açúcar e a influência da rotulagem frontal. Ao mesmo tempo, consumidores continuam valorizando sabor, textura e naturalidade, o que torna a reformulação um desafio estratégico para a indústria.
Quais ingredientes podem ajudar na substituição do açúcar em alimentos?
Os materiais analisados citam frutas, açúcar de coco, açúcar de tâmara, mel, stevia e sucralose. A escolha depende da categoria, do perfil do consumidor e da experiência desejada, pois a aceitação varia conforme o tipo de produto.
Como fazer redução de açúcar sem perder sabor?
A redução de açúcar sem perder sabor exige atenção à experiência completa. Sabor, textura, aparência e naturalidade continuam relevantes para a escolha. Os dados da Mintel mostram que textura tem peso semelhante ao sabor entre consumidores de doces e sobremesas.
O que influencia a aceitação de produtos com menos açúcar?
A percepção de naturalidade, a familiaridade com os ingredientes, o sabor, a textura e a clareza das informações influenciam a aceitação. Produtos com menos açúcar também podem ganhar relevância quando combinam benefícios adicionais, como proteínas, fibras, vitaminas ou minerais.