A tendência em bebidas sem álcool ganha força à medida que consumidores brasileiros reveem sua relação com o álcool. Segundo a Mintel, 75% afirmam beber menos álcool do que antes, enquanto novas categorias disputam ocasiões antes associadas a cervejas, vinhos e destilados.
A mudança envolve também sabor, saudabilidade, hidratação e benefícios adicionais, fatores que influenciam a compra de bebidas e abrem espaço para produtos capazes de combinar moderação e experiência de consumo.
Quer entender como esse movimento já aparece no mercado e quais caminhos podem orientar a inovação nos próximos anos? Continue a leitura e confira os principais sinais reunidos pela MasterSense!
O que explica a tendência em bebidas sem álcool?
A tendência em bebidas sem álcool cresce com a moderação do consumo de álcool e a busca por escolhas que preservem sabor, experiência e ocasião. No Brasil, sucos, refrigerantes, água com gás e versões zero álcool já ocupam momentos antes associados às bebidas alcoólicas.
O consumidor brasileiro está moderando o álcool
A mudança aparece de forma clara nos hábitos. Além dos 75% que afirmam beber menos álcool do que antes, 48% dos brasileiros dizem limitar a ingestão de álcool sempre ou quase sempre.
A moderação do consumo de álcool também muda o que entra no copo. Nas ocasiões que antes envolviam álcool, 64% dos consumidores escolhem sucos e bebidas à base de suco, 46% recorrem aos refrigerantes e 32% optam por água com gás.
Versões com baixo teor alcoólico aparecem para 19% dos consumidores, enquanto opções sem álcool chegam a 18%. Outros 12% citam bebidas fermentadas sem álcool, como kombucha.
A ocasião continua existindo mesmo quando o álcool perde espaço. O consumidor redistribui suas escolhas entre categorias com propostas diferentes de sabor, refrescância e experiência.
Bebidas no/low alcohol ampliam suas propostas
A crescente adesão à moderação deve manter o impulso dos lançamentos de bebidas no/low alcohol. O material aponta oportunidades para ampliar ocasiões de consumo e alcançar pessoas interessadas em equilíbrio e saudabilidade.
Os lançamentos recentes mostram como essa proposta ganha novas camadas. A Skol Zero Zero reúne zero álcool e zero açúcar. A Spaten Pro combina zero álcool com 10 g de proteína por 350 ml. A Heineken Ultimate apresenta 3,5% de teor alcoólico, ausência de glúten e 30% menos calorias.
Menor teor alcoólico começa a conviver com atributos como redução de açúcar, proteína e menor aporte calórico. A moderação, portanto, abre diferentes caminhos de desenvolvimento dentro da categoria.
Sabor continua decisivo para a escolha
Saudabilidade não elimina uma exigência básica do consumidor. No Brasil, 56% apontam o sabor como um dos fatores mais importantes na compra de bebidas não alcoólicas. Entre as alcoólicas, o percentual chega a 52%.
O interesse pela descoberta também favorece o mercado. Entre brasileiros, 29% afirmam procurar novas bebidas ou sabores para experimentar sempre ou quase sempre.
Esse interesse abre espaço para alternativas ao álcool capazes de entregar novidade e prazer sensorial. Chás gaseificados, sucos, refrigerantes e bebidas fermentadas aparecem no material entre os formatos que ampliam o repertório disponível.
Saudabilidade orienta novas escolhas
Entre brasileiros, baixo teor de açúcar ocupa a primeira posição entre os fatores de saudabilidade analisados na compra de bebidas, com 38%. Ingredientes naturais e fontes de vitaminas ou minerais aparecem com 29% cada. Benefícios adicionais de hidratação e baixo teor calórico chegam a 20%.
Os hábitos reforçam esse comportamento. 38% dos consumidores limitam sempre ou quase sempre o açúcar proveniente das bebidas, enquanto 46% escolhem produtos com benefícios adicionais à saúde.
Para a indústria, a moderação do consumo de álcool pode conversar com outras escolhas conscientes. Açúcar, calorias, naturalidade e composição nutricional ajudam a construir propostas adequadas a diferentes ocasiões.
Bebidas funcionais criam novas possibilidades
A funcionalidade ocupa espaço relevante nesse cenário. Entre consumidores brasileiros de produtos saudáveis, 57% buscam benefícios para a saúde digestiva ou intestinal, enquanto 53% procuram reforço de energia.
Nas bebidas não alcoólicas, 41% demonstram interesse por opções naturais, 40% por produtos rotulados como “menos” ou “sem” e 31% por benefícios adicionados.
Os refrigerantes mostram outra frente de desenvolvimento. 71% dos brasileiros associam ingredientes funcionais adicionados a maior apelo do produto. O material também apresenta oportunidades ligadas a micronutrientes, prebióticos e bem-estar.
Com isso, bebidas funcionais encontram espaço em ocasiões que combinam refrescância, prazer e objetivos específicos de consumo.
Sucos ganham espaço como alternativas ao álcool
Entre as alternativas ao álcool avaliadas no Brasil, sucos e bebidas à base de suco aparecem na liderança. A preferência de 64% nas ocasiões antes relacionadas ao álcool mostra o potencial da categoria para alcançar novos momentos de consumo.
A funcionalidade ainda oferece espaço para inovação. Em 2025, apenas 15% dos lançamentos de sucos analisados apresentavam alegações funcionais, diante de 43% das bebidas nutricionais e 86% das bebidas isotônicas e energéticas.
Segundo o material, sabor e perfil nutricional colocam os sucos em posição favorável para competir no universo funcional. Uma categoria já familiar ao consumidor pode incorporar benefícios que ampliem sua relevância em novas ocasiões.
Chás e refrigerantes ampliam fronteiras
O chá pronto para beber também encontra espaço dentro dessa transformação. O material destaca sua percepção de saudabilidade e seu potencial como opção refrescante diante de outras bebidas não alcoólicas.
Alguns lançamentos aproximam categorias antes mais separadas. Chás gaseificados e refrigerantes com sabor de chá combinam carbonatação, sabor e percepção saudável. O material apresenta o Sprite + Tea, lançado em 2025, como exemplo dessa aproximação.
Nos refrigerantes, redução de açúcar e funcionalidade também impulsionam novas propostas. 41% dos brasileiros consideram versões com adoçantes artificiais uma escolha melhor do que aquelas com açúcar.
O mercado, portanto, abre espaço para combinações de experiência, saudabilidade e benefício funcional, com fronteiras menos rígidas entre diferentes tipos de bebidas.
O que a tendência em bebidas sem álcool representa para a indústria
A tendência em bebidas sem álcool amplia a competição por ocasiões que antes pertenciam principalmente às categorias alcoólicas.
Sucos, refrigerantes, água com gás, kombuchas, chás RTD e bebidas no/low alcohol já aparecem como caminhos possíveis. Os dados reunidos no material indicam que sabor, moderação, naturalidade e benefícios adicionais têm peso importante nessa nova configuração.
Para a indústria, entender a necessidade de cada ocasião ajuda a orientar o desenvolvimento. A ausência ou redução do álcool precisa vir acompanhada de uma proposta clara de experiência, sabor e valor para o consumidor.
Na MasterSense, acompanhamos esses movimentos para transformar comportamento e tendências em possibilidades de inovação. Quer explorar novos conceitos para o mercado de bebidas? Entre em contato com nosso time e descubra como podemos cocriar soluções alinhadas às novas ocasiões de consumo.
Perguntas frequentes
Por que a tendência em bebidas sem álcool está crescendo?
A moderação do consumo de álcool abre novas ocasiões para diferentes categorias. No Brasil, 75% dos consumidores afirmam beber menos álcool do que antes, enquanto sucos, refrigerantes, água com gás e versões sem álcool já ocupam momentos antes associados às bebidas alcoólicas.
Quais bebidas substituem o álcool com mais frequência?
Sucos e bebidas à base de suco lideram entre os brasileiros, com 64%. Refrigerantes aparecem com 46%, água com gás com 32%, versões sem álcool com 18% e bebidas fermentadas sem álcool, como kombucha, com 12%.
O que os consumidores procuram nas alternativas ao álcool?
Sabor divide espaço com atributos como baixo teor de açúcar, ingredientes naturais, vitaminas, minerais e hidratação. As alternativas ao álcool ganham oportunidades quando combinam moderação, experiência sensorial e benefícios relevantes para a ocasião.
Qual é o papel das bebidas funcionais nesse mercado?
As bebidas funcionais agregam benefícios que já despertam interesse do consumidor, como saúde digestiva e energia. No material, 57% dos brasileiros que buscam produtos saudáveis citam saúde digestiva ou intestinal, enquanto 53% procuram reforço de energia.